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  • Entenda como declarar um imóvel financiado

    como declarar imóvel financiado

    Durante o ano de 2020, mesmo diante da crise causada pela pandemia do Coronavírus, o mercado imobiliário atingiu vários recordes. Dentre eles, se destaca a concessão de crédito para aquisição de imóveis. 

    Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o montante liberado foi de R$93,9 bilhões, um aumento de 60% em comparação a 2019 e também o maior já registrado no setor. Do total, cerca de R$66,5 bilhões foram aplicados na compra de residências usadas, ao passo que R$27,5 bilhões foram usados para imóveis novos.

    Agora, com a aproximação do período para declaração do Imposto de Renda (IRPF), de 01º de março até o dia 30 de abril, pessoas que possuem um imóvel financiado com valor igual ou superior a R$300 mil terão de declarar obrigatoriamente esse bem, mesmo que a sua renda tributável não seja superior a R$28.559,70.

    Levando em consideração alguns fatos, como a maioria das pessoas que solicitam financiamento desejam comprar o seu primeiro imóvel, o aumento vertiginoso de financiamentos em 2020 e a obrigatoriedade de declaração, é esperado que algumas pessoas tenham dúvidas na hora de preencher o formulário do Imposto de Renda.

    Pensando nesse cenário, preparamos este artigo com o objetivo de indicar os passos necessários para declarar um imóvel financiado.

    Declaração


    Imóveis financiados devem ser declarados na aba “Bens e Direitos” no formulário da declaração do Imposto de Renda (IRPF). Ele não deve ser declarado como uma dívida, pois é um bem de garantia própria.

    Para dar prosseguimento ao processo é preciso informar o código do imóvel, o número 11 é usado para referir apartamentos, enquanto o 12 é usado para indicar casas. 

    No campo reservado para discriminação é preciso detalhar que a situação do bem até o momento da declaração é “financiado”, qual banco foi o responsável pelo financiamento e tudo o que foi pago dentro do período da declaração. Nesse momento é preciso atenção, pois a informação não se refere ao valor total do imóvel. 

    Outras informações também devem ser incluídas, como despesas cartorárias, valor da comissão imobiliária e juros do financiamento. Assim como a quantidade de parcelas pagas e a quantidade de parcelas restantes. 

    O formulário ainda conta com espaço para registro de informações específicas sobre o imóvel, como o endereço e a área do mesmo.

    Na declaração de casas é preciso registrar a área total e não apenas a área construída. Já no caso de apartamentos, caso a garagem tenha IPTU e matrícula individuais, a sua área deve ser informada em conjunto com a área construída.

    Ainda nessa aba, o formulário conta com uma pergunta sobre a existência do registro do imóvel.

    Caso a resposta do declarante seja “sim”, as únicas informações necessárias são as referentes ao número de matrícula do imóvel e o nome do cartório onde ele foi registrado.

    Agora, em um cenário em que o imóvel não tenha sido registrado, o declarante precisará informar algum documento que seja capaz de identificar seu imóvel.   

    Caso o imóvel tenha sido quitado dentro do ano que está sendo declarado, o formulário deve ser preenchido da mesma forma. Entretanto, o valor total pago pelo imóvel deve ser informado. 

    Com todas essas informações em mãos, a declaração de Imposto de Renda (IRPF) deve ser menos complicada esse ano, certo?

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