Blog Cipasa

Apresentação

Blog Cipasa
  • Como o Mercado Imobiliário Reagiu à Pandemia?

    como o mercado imobiliário reagiu a pandemia

    O mercado imobiliário prometia uma forte recuperação no início do ano de 2020. A área já vinha apresentando sinais de recuperação desde o final do ano de 2019 e, ao que tudo indicava, iria continuar a ser um dos pilares da economia brasileira.

    Contudo, a chegada da pandemia do novo coronavírus causou um verdadeiro rebuliço em todas as previsões feitas por especialistas. O ano que prometia propiciar uma evolução gigantesca nas mais diversas áreas da economia, teve quase todas as suas expectativas frustradas pela COVID-19

    O posicionamento dos especialistas em economia diante de tantas incertezas, provocadas pela desaceleração da economia e pelas mudanças de comportamento do consumidor, foi pautado no receio das consequências de um período tão complicado.

    Porém, se teve um mercado que conseguiu superar o mar de insegurança e hesitação foi o imobiliário, provando, mais uma vez, ser uma fonte de segurança e confiança.

    A solidez diante da crise


    A crise econômica causada pelo novo coronavírus foi capaz de abalar as economias mais robustas do planeta, como os Estados Unidos e o Reino Unido. No Brasil, a situação não foi diferente. O nosso país sofreu com a desaceleração do crescimento, um PIB muito abaixo do esperado e o aumento da pobreza e do desemprego. 

    Mesmo diante desse cenário, os brasileiros continuaram buscando formas seguras de investir o seu dinheiro e de realizar o sonho da casa própria. Nesse sentido, o mercado imobiliário experimentou um crescimento que não era visto desde o ano de 2014, considerado um dos melhores momentos para o setor. 

    Dados divulgados pela Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), dão conta do cenário vivido pelo mercado imobiliário durante a pandemia.

    Segundo a Abecip, os financiamentos usados para a compra e construção de imóveis, usando recursos da poupança, atingiram a marca de R$124 bilhões, superando os números alcançados durante o ano de 2014.

    Outros resultados animadores foram divulgados pelo Banco Central (BC). De acordo com a instituição, o saldo de financiamentos imobiliários alcançou, no mês de outubro de 2020, a casa dos R$700 bilhões. Comprovando a intensa movimentação de famílias e indivíduos brasileiros em busca da casa própria.

    Os motivos por trás da aceleração


    A pandemia causada pela COVID-19 promoveu diversas mudanças no comportamento da população brasileira. O convívio social e a vida profissional de milhões de indivíduos sofreram com alterações inesperadas, que obrigaram essas pessoas a analisarem de forma profunda os seus hábitos e a sua vivência.

    Essa análise, em alguns casos, gerou uma imensa necessidade de mudança, tanto no campo emocional, quanto no físico. De acordo com especialistas do mercado imobiliário, a necessidade de passar mais tempo em casa, devido ao isolamento social, foi um dos principais motivos que levaram os brasileiros a buscarem um novo lar. 

    A tendência anterior à pandemia indicava que imóveis com menor metragem, capazes de se adaptar às necessidades básicas dos moradores, eram a melhor opção na hora da compra. Porém, a maioria dos brasileiros se viu diante de um problema: viver em um espaço pequeno, ainda que funcional, não era a melhor alternativa diante de situações de isolamento. 

    Assim, durante a pandemia, a tendência assumiu uma nova faceta, dessa vez, valorizando os espaços abertos e versáteis. Afinal, apenas quem teve que montar um escritório ou uma sala de aula em casa, vivenciou o drama de precisar de mais espaço.

    Porém, uma maior metragem não se mostrou a única solução necessária. Espaços abertos, do lado de fora do imóvel, passaram por uma imensa valorização. Banhos de sol, banhos de piscina, sentir a grama sob os pés, ou apenas respirar olhando para o céu, foram algumas das atitudes que passaram por um processo de reconhecimento. 

    O cenário em 2021


    Apesar de todas as surpresas reveladas por 2020 terem demonstrado a fragilidade de previsões, essa ainda é uma medida muito necessária. Por isso, nada melhor do que analisar as hipóteses para 2021.

    De acordo com especialistas, o ano promete continuar a aquecer o mercado imobiliário, comprovando, mais uma vez, a solidez do setor. Se em 2020, os compradores tinham ao seu lado a Selic, taxa básica de juros, em uma baixa histórica, de apenas 2%, em 2021, o cenário continuará sendo animador. 

    Segundo projeções, a taxa Selic deve continuar em baixa, atingindo 3,8% ao final do ano, situação que deve incentivar a manutenção dos juros baixos em financiamentos ofertados por instituições financeiras. 

    Conclusão


    Por fim, é importante ressaltar que mesmo diante de um cenário repleto de incertezas, o mercado imobiliário conseguiu se provar um porto seguro para investimentos e realização de sonhos. 

    O setor continua sendo um dos responsáveis por fornecer confiança ao empresariado, proporcionando melhorias necessárias para a economia brasileira. E, como esperado, todos estamos torcendo para que 2021 traga ainda mais destaque para o mercado imobiliário. 

    Voltar

Postar comentário